Reajuste negativo dos planos de saúde individuais: qual é o impacto para as corretoras?

Especialista ouvida pelo blog da Moltrio explica como o reajuste negativo pode afetar o mercado da saúde suplementar no Brasil

Pela primeira vez na história, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu que os planos de saúde individuais ou familiares devem ficar mais baratos. Com esta definição, a agência anunciou uma redução de 8,19% nos valores dos contratos dos beneficiários.

Mas e agora? Qual é o impacto desta medida para as corretoras de plano de saúde? Para ajudar nossos leitores a entender melhor esta determinação da ANS, o blog da Moltrio conversou com uma especialista no assunto. Leia o texto até o fim e esclareça suas dúvidas!

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o reajuste negativo nos contratos individuais vale para o período de maio de 2021 a abril de 2022 e deve atingir cerca de 8 milhões de usuários — o que representa 17% do mercado de planos de saúde. A fatia restante deste percentual é composta por contratos empresariais e por adesão.

Reajuste negativo pode afetar comissão de vendas

Agora, com as mensalidades mais baratas, a especialista em corretagem de planos de saúde Ivania Aragão avalia que haverá um aumento expressivo na busca dos serviços de saúde. “O impacto virá por meio da sobrecarga que essas operadoras vão ter referente ao plano individual e familiar, trazendo mais beneficiários para atendimento”, diz.

Além disso, Ivania acredita que os custos das operadoras vão subir cada vez mais e “a conta não vai fechar”, o que pode atrapalhar a bonificação das intermediadoras dos serviços. “Para os donos de corretoras, o comissionamento, com certeza, também será afetado. Será menor, forçando a venda de plano por adesão, onde o reajuste não tem interferência da ANS.”

Na opinião dela, outro impacto é que as operadoras, em vez de criar novos produtos individuais, vão investir em plano por adesão — que deve crescer no Brasil. Isso também porque nos contratos coletivos, como já se sabe, é possível dividir o sinistro com a carteira, sem intervenção da ANS, podendo um reajuste, chegar a 30% ou mais, por exemplo.

O blog da Moltrio já mostrou que o reajuste dos planos de saúde coletivos está na mira do Congresso Nacional e parlamentares buscam a regulação destes contratos. O cenário ainda é incerto, mas com tantas movimentações é possível que haja mudanças para as operadoras de saúde suplementar.

Medida da ANS ainda vai gerar muitas discussões

A especialista em corretagem de planos de saúde avalia que, cada vez mais, vai ficar difícil para as operadoras a criação de planos individuais ou familiares. “Daqui a um tempo, em torno de cinco anos, a gente não vai ter quase nada de [contrato] individual familiar. Quem tem hoje este plano, pode-se dizer que é uma relíquia, é ouro!”, afirma.

Contudo, para resumir, o impacto do reajuste negativo dos planos de saúde individuais ainda vai gerar muitas discussões e, principalmente, seus reflexos nos contratos coletivos. O fato é que o assunto deve repercutir ao longo do ano e é importante ficar atento às notícias. Se você trabalha com corretoras, e deseja sempre estar por dentro do assunto, acompanhe as novidades aqui no blog da Moltrio.

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