Neste Dia do Trabalho, precisamos falar dos profissionais da “linha de frente”

Desde março do ano passado, o Empire State Building, um dos edifícios mais famosos e cartão-postal de Nova York (EUA), dá um recado todas as noites. A construção, que exibia tradicionais luzes brancas, agora está iluminada de vermelho em seu topo, para lembrar a forma de uma sirene de ambulância. Trata-se de uma homenagem duradoura aos profissionais de saúde e aos milhares de mortos pela Covid-19. As luzes brilharão desta forma até o findar da pandemia.

Não é só por lá que os trabalhadores da chamada “linha de frente” recebem homenagens. Em diversos países são organizadas salvas de palmas coletivas, publicidades temáticas e postagens nas redes sociais buscando sensibilizar a sociedade e exaltar o árduo trabalho de enfermeiros, médicos e outros profissionais da saúde ou de apoio em hospitais e clínicas de atendimento.

Aqui no Brasil, temos cerca de 3,5 milhões de trabalhadores atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS). Dependendo da região em que se encontram, eles enfrentam os desafios de falta de equipamentos de proteção individual, infraestrutura e medicamentos, além de sobrecarga de trabalho.

Além dos trabalhadores da saúde que atendem pessoas que adoecem por COVID-19 e outras complicações, não podemos nos esquecer dos profissionais de suporte para a saúde física e mental da população: os fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, seguranças de hospitais e clínicas, motoristas de ambulância etc.

Saindo do ramo da saúde, vamos nos lembrar também as categorias de profissionais de serviços essenciais. São aqueles que não podem parar ou trabalhar dentro de casa, caso contrário, o caos estaria implantado na sociedade. São os policiais, funcionários de limpeza de ruas, atendentes de supermercados, operadores de fábricas de bens de consumo, entregadores de comida e outras encomendas, profissionais de manutenção e de construção, entre outros. Há uma infinidade de trabalhadores neste rol que também enfrentam os riscos do contágio para deixar a sociedade abastecida e a “roda girando”.

O resgate da coletividade no mundo do trabalho

Diante da pressão vivida pelos profissionais da linha de frente, vemos um movimento surgir dentro do mercado de trabalho. É o resgate de um sentimento de coletividade, ou melhor, da necessidade da construção conjunta e apoio mútuo.

Universidades, por exemplo, têm lançado iniciativas para dar apoio aos trabalhadores, como suporte psicológico a funcionários da saúde. Conselhos profissionais, sindicatos e outras instituições também têm realizado ações de organização de coletivos para somar forças ou compartilhamento gratuito de conhecimento em cursos e palestras virtuais. A visão da coletividade é algo benéfico para os trabalhadores de maneira geral. Afinal, o cenário pede mais união e solidariedade do que competitividade.

Como ajudar os trabalhadores da linha de frente e de serviços essenciais

Há algumas ações que as pessoas podem adotar para contribuir com os trabalhadores da linha de frente e de serviços essenciais. Veja:

  • Usar máscara e praticar o isolamento quando possível: com menos circulação de pessoas, aqueles que precisam sair de casa para trabalhar encontram menos riscos;
  • Ser solidário com a pressão vivida por eles: em situações como hospitais, há tensão e sobrecarga dos profissionais. É necessário que sociedade e corpo hospitalar pratiquem a empatia uns com os outros;
  • Apoiar movimentos coletivos: conhece alguma iniciativa de profissionais que se unem por direitos ou para buscar soluções? Se você puder contribuir com divulgação, ideias ou outras formas de apoio, faça-o;
  • Se puder, realizar doações a hospitais, escolas, ONGs e outras entidades nas quais você verifique demandas;
  • Aplausos não resolvem a situação, mas aquecem o coração. Quando houver “aplauso coletivo”, aplauda-os com gratidão <3

Parabéns a todos os trabalhadores!

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